SPFW enfrenta crise e explora novos formatos



27 de abril de 2018
por: Marcela Leone
Lenny Niemeyer SPFW N45 Verao 2019 foto: Marcelo Soubhia / FOTOSITE

Não é só a economia que está em crise. A moda também. Vivemos um tempo de transformações e questionamentos, que refletiu diretamente na indústria têxtil — seja pelo viés da sustentabilidade, do consumismo, da diversidade…

Tudo isso incidiu também sob a semana de moda paulista – que já chegou a ter 7 dias de duração, hoje são seis. O investimento também caiu, anteriormente de US$ 3,8 milhões, passou para US$ 2,3 milhões em 2018. Além disso, alguma marcas deixaram de participar, como Alexandre Herchcovitch, que parou de desfilar com sua À La Garçonne, após um desacordo de datas.

Para Paulo Borges, idealizador da São Paulo Fashion Week, o movimento é natural. “Viemos estudando faz um tempo o papel da Fashion Week, a sua história e o seu legado nos seus 22 anos. Estamos em um novo momento, um novo mundo e uma nova economia. Não posso carregar esses 22 anos como um peso”, afirmou à revista exame.

O movimento, porém, não é isolado ao Brasil. Demais locais como Londres e Nova York já tentaram adaptar os formatos para que ficassem mais atrativos ao público atual. Desfiles do estilo “see now buy now”, o veja agora compre agora, foram uma estratégia de aproximar os consumidores das semanas de moda — ainda que sem grande sucesso.

Foto: reprodução | Agência Fotosite

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