Setor de lingerie do Sul de Minas deslancha com a crise



11 de maio de 2016
por: Marcela Leone

Necessidade de aumentar a renda e desemprego levam mais pessoas a procurar feiras da região

Vagas. Fábricas de lingerie em Juruaia, no Sul de Minas, estão contratando para aumentar a produção diante do aumento de pedidos

Vagas. Fábricas de lingerie em Juruaia, no Sul de Minas, estão contratando para aumentar a produção diante do aumento de pedidos

Por Ludmila Pizarro

O desemprego e a necessidade de aumentar a renda foram as causas do surpreendente aumento das vendas de lingerie na cidade de Juruaia, no Sul do Estado, em 2016, na avaliação de Tânia Mara Rezende, presidente da Associação Comercial e Industrial de Juruaia (Aciju). O principal termômetro desse crescimento foi a feira temática realizada na cidade no mês passado. No evento, o faturamento médio dos 70 expositores cresceu, em média, 18% na comparação com a edição do ano passado. Agora em 2016, a feira movimentou cerca de R$ 15 milhões em negócios.

“O que a gente percebeu é que muita gente que ficou desempregada ou que pretende aumentar sua renda com a venda da lingerie veio até Juruaia. Com isso, aumentamos vendas e encomendas”, comemora Tânia, que também é proprietária da Íntima Passion Lingerie e teve um crescimento de vendas, apenas no evento, de 14%, e de 12% no primeiro trimestre frente ao mesmo período de 2015.

“Percebi esse aumento tanto de sacoleira, que quer aumentar a renda, como de pessoas que ficaram desempregadas e resolveram abrir um pequeno negócio”, conta o empresário Márcio Bel Vale Piza, da marca Linda Sedução. No mês de abril, em função da realização da feira, ele alcançou um crescimento de 30% na comparação com o mesmo mês de 2015.

As exportações também cresceram ao menos 10% no primeiro trimestre de 2016 na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo Tânia. “São volumes pequenos, em torno de 5.000 a 10 mil peças por fábrica, mas são vendas constantes. Fizemos uma parceria com a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e recebemos treinamento sobre internacionalização, que também ajudou”, afirma a presidente da Aciju.

Mesmo depois da feira, a expectativa de aumento nas vendas permanece. “Estou com vagas abertas tanto na área de vendas como na produção”, afirma Piza. No momento, o empresário mantém 16 funcionários, mas ele acredita que vai chegar ao fim do ano com mais de 20 trabalhadores.

Segundo a presidente da Aciju, o setor não tem sofrido com demissões. “Não teve demissão por causa da crise em Juruaia. Na produção, inclusive, estamos com vagas abertas. Está faltando mão de obra”, conta.

A crise também não foi sentida por Piza. “Não podemos falar de crise no setor de lingerie aqui no município. Pelo contrário, estamos crescendo e competindo com marcas nacionais fortes. Acompanhamos o mercado e a moda”, conclui.

 Fonte: O Tempo | Foto: reprodução 

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