Salomão Waiswol e a paixão pela indústria têxtil



9 de outubro de 2015
por: Marcela Leone

saloma-salotex

Um período totalmente diferente do que vivemos atualmente. Era o final da década de 50, quando o País enfrentava o processo de internacionalização da economia com a implementação do Plano de Metas, de Juscelino Kubitschek, e amplas mudanças. Já na lingerie, era o auge do sutiã de bojo com pespontos circulares.

Foi diante esse cenário que, Salomão Waiswol, na época um jovem de apenas 19 anos, fundou sua empresa, a Salotex, que mais tarde faria parte da história da indústria têxtil do Brasil. De dia, ele e sua esposa Fanny teciam os metros de jersey acetato para vender aos fabricantes de calcinhas; à noite, Waiswol seguia com seu carrinho pelas ruas do Brás e Bom Retiro oferecendo o tecido.

Motivação foi a palavra-chave para tornar aquela fábrica, localizada no porão da rua Três Rios, no bairro do Bom Retiro, o que é hoje. E o empresário teve em sua companheira a força que precisava. O “Volta ao Mundo”, por exemplo, foi um artigo inventado por ele e que fez muito sucesso: uma malha blocada de nylon, na época utilizada na confecção de camisas.

E é assim que a Salotex começa seu processo de expansão, passando então para a Rua Prates. Mas o crescimento não parou por aí, e Waiswol encontrou no Jaçanã o espaço perfeito para ampliar sua indústria, agora com 30 mil metros quadrados que concentram todas as atividades: malharia, tingimento e estamparia.

Mas, como toda história, não foram só louros. Salomão Waswol apontava como um grande aprendizado quando um incêndio devastou uma seção inteira de sua fábrica. Sua primeira reação? Checar se havia em caixa dinheiro suficiente para pagar o salário dos funcionários.

Foi o empresário quem trouxe da Europa a primeira máquina de prensar da América Latina — o que garantiu projeção à Salotex, graças à agilidade na entrega de seus tecidos. E essa foi uma das características herdadas por seus filhos, Beni e Jairo, que hoje dirigem a empresa.

Entre as heranças deixadas por Salomão está sua sensibilidade pelo empreendedorismo. Ele costumava dizer que existiam duas receitas para suas conquistas: audácia e amor. O primeiro porque foi graças à coragem que ele conseguiu ergue-se e reergue-se quando necessário, com todas as oscilações e crises do mercado. Já o amor, ele é símbolo de sua família, claro, e da paixão desse empresário pela indústria têxtil.

Fotos: divulgação | Samara Assi

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