Retrospectiva: 3 lições que o varejo de moda íntima aprendeu em 2017



27 de dezembro de 2017
por: Marcela Leone

Em 2017, o varejo de lingeries aprendeu muitas lições, da parte financeira ao marketing e até mesmo sobre o comportamento dos consumidores. Destacamos aqui três delas, que podem ajudar a nortear o rumo da indústria para o ano que vem.

1 – O funcionamento combinado de loja online com loja física

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Neste ano, várias empresas pelo mundo, que vendiam apenas em seus e-commerces, começaram a abrir lojas físicas, showrooms e afins. Porque, quando o assunto é lingerie, a cliente vai querer ver e sentir o produto antes de comprar. Não é como os e-commerces de outros nichos e produtos. Só que o foco principal dessas marcas continua sendo a venda online (e a loja serve mais para reforçar a lealdade do cliente com a marca e a confiança, em vez de gerar vendas diretas).

2 РCampanhas que valorizam o corpo (qualquer corpo) esṭo em alta

Campanha da neozelandesa Lonely

Campanha da neozelandesa Lonely


A indústria da moda íntima, por muito tempo, era uma das maiores culpadas pelas questões corporais, fazendo pessoas se sentirem mal com seus corpos, ao exibirem modelos extremamente magras, brancas e com tratamento irreal de Photoshop – criando assim um padrão distorcido a ser seguido. Mas, em 2017, isso mudou bastante: campanhas diversificadas que valorizavam todos os tipos de corpo combateram esse modelo. Diversas marcas pelo mundo apostaram em campanhas do tipo. Não apenas na questão do plus size, mas na valorização de todo e qualquer tipo de corpo, assim como todo tom de pele, com lingeries em vários tons e tamanhos.

3 – Influenciadores digitais ganharam popularidade

Na Marcyn, as bloggers Mayara Cardoso, Jo e Carla, do Futilidades

Na Marcyn, as bloggers Mayara Cardoso, Jo e Carla, do Futilidades

Esse era um tipo de campanha que já fazia sucesso com vários outros tipos de produto: chamar blogueiros, celebridades digitais, youtubers ou coisa do tipo, para ajudar a advogar a favor de sua marca. Em 2017, eles chegaram com mais força ao mundo da lingerie, e, segundo o Fashion and Beauty Monitor, no estudo “A Era da Influência Social”, essa força dos influenciadores não dá sinais de que vai desacelerar ou retrair. Eles já são mais interessantes para as marcas do que celebridades. E a tendência para 2018 é que eles tenham ainda mais força no mercado.

Fotos: reprodução

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