Qual o futuro do mercado da moda íntima em 2018?



8 de fevereiro de 2018
por: Marcela Leone

futuro1

Uma coisa é certa: as vendas online, a tecnologia no varejo e a busca pelo comércio justo por mais que, aqui no Brasil, ainda não sejam estratégias 100% utilizadas, já fazem parte do mercado da moda e só vão se destacar cada vez mais.

Uma prova disso é a pesquisa de mercado da Technavio de 2016 que prevê um aumento de 17% no mercado online de lingerie até 2020, com base no crescimento do uso desse canal de vendas e do seu faturamento.

Mas e a economia, a crise, a inflação? Qual será o futuro do comércio de moda íntima em 2018? Será que vale a pena investir no mercado da moda nesse ano ou ainda estamos em um período de recesso?

Previsões do mercado da moda

O IEMI Inteligência de Mercado, especialista em estudos do mercado da moda, informou que de 2014 para cá os setores de moda íntima, praia e fitness também sofreram com a crise interna, tanto quanto os demais.

Porém, a moda íntima é o nicho com a melhor recuperação, retomando os níveis de produção pré-crise e em busca do maior nível de produção dos últimos quatro anos agora em 2018.

Ou seja, por mais que o mercado ainda sinta os efeitos da crise e que os consumidores estejam cautelosos, o mercado da moda vai ter uma retomada na produção e faturamento.

futuro2

Comportamento do consumidor

Isso porque, ao comparar o que mudou entre 2014 e 2017, o IEMI constatou que os consumidores estão comprando menos peças, com maior frequência e gastando mais. E o principal grupo consumidor é a classe B e C, que corresponde a 62% da população e 70% do consumo de vestuário.

O que chama a atenção é a queda na procura por produtos básicos, clássicos e sérios  em 23% e o crescimento de 55% na busca pelo diferente, jovem, despojado, sexy e romântico. Os consumidores estão buscando produtos acessíveis, porém, com mais qualidade e design de produto.

O mercado da moda no mundo

O estudo “Cadeia Global de Valor”, divulgado pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), mostrou que o Brasil perdeu espaço, nas últimas décadas, no mercado internacional de produtos têxteis e de vestuário.

Mesmo assim, ainda é o quinto maior produtor têxtil do mundo, atrás de China, Índia, Estados Unidos e Paquistão, e o quarto maior produtor global em confecção. O que só reforça o grande potencial do nosso país, onde foram apontadas grandes oportunidades de comércio como: algodão orgânico, jeans, moda praia, moda íntima e tecidos inteligentes feitos com grafeno.

Seja com novos investimentos ou com o retorno da crise, esse ano promete ser de muito trabalho para o setor têxtil.

Fonte: Zanotti | Fotos: reprodução

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *