Pesquisa detalha comportamento da consumidora brasileira de lingerie em 2018



16 de março de 2018
por: Marcela Leone

pesquisa-2018

Especializado em Inteligência de Mercado, o IEMI acaba de realizar um novo estudo dos hábitos de consumo dos brasileiros, e acaba de lançar uma nova pesquisa sobre o Comportamento de Compra das Consumidoras de Moda Íntima.

Realizado em Fevereiro de 2018 com 1253 consumidoras de todo o país, o levantamento detectou várias mudanças no hábito das consumidoras, impulsionadas principalmente pela internet — que ganhou muito peso na decisão de compra. Já as vendas em catálogos, através de revendedoras, perderam destaque.

O gasto médio por compra teve acréscimo de 20% em comparação ao estudo anterior, realizado em dezembro de 2015, e foi de R$ 106 para R$ 127. A frequência de compra também subiu, e foi de 5,2 compras ao ano em média, para 5,5.

Marcelo Prado, diretor do IEMI Inteligência de Mercado, explica que em períodos de crise, quando a produção é reduzida, as peças íntimas mais elaboradas e com maior valor agregado ganham participação no mercado e acabam elevando o preço médio do artigo na indústria e consequentemente no varejo. “Considerando toda a demanda que ficou reprimida durante o ápice da crise, num momento de melhora da economia, o desempenho no varejo deve apresentar recuperação”, argumenta.

Confira abaixo alguns destaques da pesquisa:

Ticket médio regional

As consumidoras da região Sudeste apresentaram o maior ticket médio, com R$ 138,00, seguidas pelas mulheres das regiões Norte e Centro-Oeste (R$ 128,00). No estudo anterior, as primeiras posições eram ocupadas pelas mulheres da região Norte e Centro-Oeste (R$ 119,00) e região Sul (R$ 113,00).

Frequência de compra e número de peças adquiridas

De acordo com o estudo, 32% das consumidoras afirmaram que compram uma nova peça de moda íntima a cada 2 meses, 21% afirmaram que adquirem a cada 3 meses. Somente 18% afirmaram que compram todo mês, sendo que a grande fatia desse público são as mais jovens, com idade entre 18 e 34 anos. As demais mulheres (29% do público) compram a cada 4 meses ou mais. Em relação a quantidade de peças compradas, houve um aumento da quantidade média, saltando de 3,5 para 3,9 artigos.

Influenciadores ganham força entre as mais jovens

O levantamento observou que 62% das consumidoras de moda íntima, dizem se informar sobre o tema, principalmente, as das classes A e B (74%). Entre os meios mais utilizados, os sites em geral aparecem na liderança (41%), seguido por revistas (36%) e TV (27%). As redes sociais compostas por grande número de influenciadores digitais, como Instagram e Youtube, têm maior apelo também junto aos consumidores mais jovens, com 34% de preferência na faixa entre 18 e 24 anos e 31% entre as mulheres de 25 a 34 anos. Já as consumidoras mais maduras possuem menor engajamento, com somente 16% de preferência em média.

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Canais de compra preferidos

Embora o canal de compra preferido das consumidoras ainda sejam as lojas físicas (72%), as compras pela internet apresentaram avanço de 4,4 pontos percentuais, pulando de 7,6% do estudo anterior para 12% de participação. Um canal que perdeu representatividade foi o das compras por meio das revendedoras/sacoleiras, que tiveram redução de 5 pontos percentuais nas vendas, saindo de 22% para 17% de participação no mesmo período.

Entre as consumidoras que compram pela internet, 77% delas informaram a facilidade de compra e preços mais baixos como principal motivação pela escolha deste canal. Já entre as mulheres que compram em lojas físicas, observamos que 44% costumam comprar em lojas localizadas em shopping centers, 38% em lojas de rua e 19% em centros comerciais/galerias.

Atributos na escolha da loja

Entre as consumidoras que compraram em lojas físicas, os atributos que mais levaram em conta em sua escolha, foram o “bom atendimento” e a “variedade dos produtos” (42% em média), seguidos por “bons descontos/promoções” e “preços mais baixos” (29% em média). Já os principais motivos que as fazem rejeitar uma loja, é o “mau atendimento” e os “preços serem acima da concorrência” (45% em média), seguidos pelo fato de a “loja não ter todos os tamanhos” (23%) e “a vendedora ficar andando atrás de mim” (22%).

Motivação de compra e imagem do produto

Em relação ao motivo da compra, a maioria (45%) informou substituir uma peça antiga. Já os motivos secundários sofrem disparidade de acordo com a faixa etária. Quando compram pela vontade de “se sentir bonita/bem vestida” e para “ter maior variedade de produtos”, as consumidoras mais jovens, em média, apresentam maior preferência (14%), enquanto as mulheres de maior faixa etária, apresentaram média menor (10%). A tendência se repete em relação à imagem passada no momento da compra, onde produtos com imagens de “sexy/provocante” e “romântico” apresentaram maior apelo junto às consumidoras mais jovens (23% da preferência em média), contra 14% de participação entre a faixa etária mais elevada. Já artigos com os conceitos “confortável” e “básico” apresentaram maior preferência pelas mulheres com maior faixa etária (14%).

Os dados na íntegra podem ser adquiridos pelas empresas do segmento aqui.

Foto: reprodução 

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