Os 100 anos da calcinha



21 de fevereiro de 2018
por: Marcela Leone

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Por séculos as mulheres não usaram calcinhas. Foi só no ano de 1918 que as peças foram cortadas e costuradas da maneira como as conhecemos hoje.

No Século XVIII, as jovens mulheres vestiam bermudas de lingerie em suas sessões de ginástica com o objetivo de ‘manter a dignidade’. Foi somente após 1780, que se tornou obrigatório o uso da peça também no dia a dia, abaixo das criolinas, que tendiam a levantar.

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No fim do Século XIX, as roupas íntimas eram largas, plissadas e o cós possuía um grande cinto de abotoamento – no Brasil batizadas de calção. Com o passar dos anos, essas peças se tornaram cada vez mais curtas, se adequando à moda da época.

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Em 1918, Pierre Valton, designer de moda íntima da marca francesa Petit Bateau, resolvem desenvolver calcinhas da maneira como as conhecemos hoje: simples, de algodão e com um elástico na cintura. A data marca a estreia das calcinhas da marca, populares até os dias de hoje.

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As calcinhas ganharam status no anos de 1955, com o filme “O Pecado Mora ao Lado”, com a famosa cena do bueiro de Marilyn Monroe que deixa a peça, pertencente à Hanro, à mostra. Em 1959, com a invenção do elastano, a indústria da lingerie explodiu.

Data da foto: 1955 Marilyn Monroe, no filme "O Pecado mora ao lado", de Billy Wilder, onde seu vestido é levantado pelo vento vindo do bueiro do Metrô, na exposição "Impressõses Visuais - 50 Anos da Comissão Fulbright no Brasil", no Museu da República, no Rio de Janeiro.

Desde lá, estilistas ao redor do mundo têm desenvolvido calcinhas de todos os modelos, formas e cores.

Imagens: reprodução 

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