Na confecção do futuro, você poderá customizar sua roupa e recebê-la em meia-hora



23 de janeiro de 2018
por: Marcela Leone

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É possível que logo, logo, ao comprar uma roupa, você consiga customizar a peça a seu gosto e recebê-la em meia-hora. Mais precisamente, são 25 minutos desde o pedido até a costura. É o que promete uma planta de confecção desenvolvida pelo Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (CETIQ) do Senai. Ainda em protótipo, a invenção traz um painel digital que faz as vezes de ima loja: a pessoa se posiciona em frente a eles escolhe uma das modelagens pré-prontas (por ora há calça capri, corsário e legging), e personaliza a peça com as ores e estampas disponíveis.

O look já customizado segue para a fabricação. Uma maquina corta o tecido. A costureira entra em cena somente na costura, de fato.

Esse modelo de produção foi apresentado na primeira edição deste ano do Salão do Design, que ocorreu nos dias 16 e 17 em São Paulo. A dia esta alinhada ao conceito da Indústria 4.0, também conhecida como “a quarta revolução industrial”. Nesse momento, os processos manufaturados – como os têxteis – deverão se tornar mais eficientes, autônomos e customizáveis, a partir da tecnologia e conectividade.

Entenda o processo:

Qualquer consumidor torna-se designer

O engenheiro Robson Wanka, à frente do projeto do Senai, defende a invenção por mais de um motivo. Primeiro, ele valoriza o fato de que o protótipo permite ao consumidor decidir sobre o que vai vestir: “Você define a roupa e pode se ver dentro dela. Ou seja, qualquer consumidor tonar-se designer”. E ainda enfatiza a redução de tempo e de espaço para produzir. “A pessoa pode ter uma fábrica do tamanho de um apartamento de 90 metros quadrados”, conta, explicando que não haveria necessidade de esticar nem insumos, nem roupas – afinal, só se produz por demanda.

A proposta desta planta de confecção também sugere o uso apenas de um tecido. À base de poliéster e elastano, com acabamento antibacteriano, o tecido é tingido através de tecnologia que utiliza papel ao invés de água, numa solução sustentável.

Sobre a redução de mão de obra, Wanka analisa: “Há uma transição do modelo tradicional para outro em que as costureiras assumem o papel de gestão. Na Europa mesmo, já é comum uma família montar sua minifábrica em casa e, ainda sim, ser competitiva no mercado”.

Fonte: Blog Social | Foto: reprodução 

 

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