De modelos para digital influencers: qual afinal o papel das tops?



18 de novembro de 2016
por: Marcela Leone

Assistimos, atualmente, uma revolução no papel das top models. Se antes o importante era andar bem, ter um corpo esguio e um pouco de personalidade, a chave do sucesso de hoje está muito mais ligada à quantidade de seguidores no Instagram e o poder de engajamento.

As irmãs Gigi e Bella Hadid (com 25,4 e 7,5 milhões de seguidores) comandam a revolução digital das modelos. A primeira, aliás, acaba de assinar uma coleção em colaboração com Tommy Hilfiger — que já assumiu que a loira tem curvas demais para sua passarela, mas foi solicitada via mídias sociais para o desfile.

O sucesso da linha “The Tommy X Gigi Collection” surpreendeu ainda mais a marca, que, de acordo com o WWD, aumentou em 900% o tráfico em sua loja online nos dois primeiros dias do lançamento. “Setenta por cento dos visitantes do site eram novos, o que mostra progresso em nossa missão de atrair novas mulheres consumidoras […] Nós vimos nossas vendas aumentarem em dois dígitos no segmento feminino”, afirmou o estilista.

A causa seria, principalmente, a mudança de comportamento de consumidores. Se antes o importante era admirar a top que desfilasse para a marca, no presente é preciso haver mais do que isso: uma conexão, mesmo que esta seja tão efêmera quanto a própria moda.

Fotos: reprodução 

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